Banda marcial da Escola Estadual Gabriel Café está em processo de reativação
A banda marcial da Escola Estadual Professor Gabriel Almeida Café (ex-CCA) vai voltar em breve. Um projeto de reativação da banda – uma das mais prestigiadas e premiadas entre as escolas do Estado – está em pleno curso.
O anúncio do retorno da banda
marcial foi feito pelo diretor do estabelecimento, o professor Rhuam Rosselly
Monteiro Marinho, e pelo diretor adjunto da escola, o também professor Natanael
Pereira Isacksson, ex-integrante da banda.
Desde 2019, a Escola Gabriel
Café vem lutando para reativar sua banda marcial. A ideia faz parte do projeto
de revitalização da escola.
A banda serviu – durante anos –
para abrilhantar os eventos da escola e de outros estabelecimentos estudantis,
quando era convidada.
“Essa banda tem
história. Tem potência como banda. É uma vitória pra gente”, festeja o diretor
Rhuam Marinho, referindo-se à parceria que a escola fez com a Federação de
Bandas, Fanfarras e Regentes do Amapá (FEBFRAP).
“Enviamos
documentos para a Assembleia Legislativa e para a Secretaria de Educação solicitando
doação de instrumentos, mas apenas a FEBFRAP se dispôs a ajudar”, contou Rhuam.
“A comunidade
escolar já foi avisada. Era um antigo sonho da escola: criar asas novamente e
ressurgir das cinzas, como o pássaro fénix, representando a grande potência que
é a Escola Gabriel Café”, diz o diretor.
Para o diretor
adjunto, Natanael Isacksson, que participou da banda marcial do antigo CCA, no
período de 1989 a 1991, onde tocava tarol, surdo e bumbo, a escola tem uma
grande contribuição entre as bandas marciais.
“Era formada
por 120 instumentistas. Agora terá em torno de 90 instrumentos”, informou.
Natanael disse
também que outras escolas que quiserem ajudar podem fazê-lo. “As doações serão
bem-vindas”, frisou.
Além da
parceria com a Federação de Bandas, a Escola Gabriel promove outros eventos a
fim de arrecadar recursos para a compra dos instrumentos, como: a realização de
uma rifa; jogos estudantis e a festa junina que, este ano, será realizada com esse
objetivo.
“Um ponto
positivo disso tudo é que ex-integrantes da banda, dos anos 80 e 90, ficaram
felizes com o anúncio da reativação. A repercussão foi tão boa que pessoas nos
param na rua para felicitar pela iniciativa”, disse Natanael Isacksson.
MÚSICA COMO PROPOSTA PEDAGÓGICA
Em reunião com
o maestro Elias dos Santos, conselheiro estadual de Cultura e representante da
Federação de Bandas, Fanfarras e Regentes do Amapá (Febfrap), o diretor da
Escola Gabriel Café explicou que o projeto se justifica “pela necessidade de,
novamente, trazer a música não como um método apenas cultural, mas também
como uma proposta pedagógica, de forma a
estimular a permanência do aluno na escola, uma vez que, para participar da
banda é preciso que o estudante frequente as aulas regularmente; tenha
disciplina e se comprometa com os ensaios e as apresentações”.
Para ele, o
resgate do projeto Banda Marcial visa a promover a cultura, o civismo, a
integração dos jovens e o protagonismo
juvenil.
Inicialmente, a
banda marcial deverá ser composta por cerca de 77 jovens e adolescentes,
beneficiando-os com aulas de musicalidade, sensibilizando-os sobre a
importância da música como um dos instrumentos de educação, além de noções de socialização
e de cidadania.
“Neste projeto serão desenvolvidas ações que contribuirão para diminuir a evasão escolar, a repetência, e distorção idade/série, além de se tentar diminuir a exposição dos alunos a situações de risco social. Ademais, o projeto servirá para destacar o município de Macapá nos cenários cultural e artístico na região, por meio de apresentações”, reforça o diretor adjunto, Natanael Isacksson.
Com a revitalização de sua banda marcial, a Escola Gabriel
Café espera contribuir, também para a inserção da comunidade escolar, aproximando
pais, professores e alunos, pois a presença nos ensaios, nas reuniões e nas apresentações
da banda serão bastante significativos. Outro ponto a ser considerado é a
disciplina que se fará exigir no ambiente de ensaio e na concentração.


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