Amapá tem mais dependentes de Bolsa Família do que empregos com carteira assinada, diz CAGED
Os números desmentem a propaganda oficial de que foram gerados milhares de empregos formais em 2025, frente aos programas de transferência de renda.
(Macapá-AP) - Números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados) e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) revelam que no
Amapá, em 2025, havia mais gente vivendo de Bolsa Família (119.264 pessoas) do
que empregos com carteira assinada (97.363 pessoas). Ou seja, o Bolsa Família
ganhou da CLT (empregos formais, com registro em carteira) com uma diferença de
21.901.
Apesar da propaganda oficial que “turbinou” os números das contratações
por carteira assinada, vale lembrar a frase do ex-presidente americano Ronald
Reagan:
“O sucesso dos programas sociais deve ser medido por quantas pessoas conseguem
SAIR DELES; não por quantas pessoas ENTRAM NELES”.
A imprensa nacional também repercutiu os números negativos do Amapá,
numa ampla reportagem que relaciona os dez estados brasileiros onde tem mais gente
vivendo de Bolsa Família que de emprego com carteira assinada.
O site Poder 360 publicou a reportagem “10 estados têm mais Bolsa Família que emprego
com carteira assinada”, onde revela que em agosto de 2025, em 10 estados
brasileiros havia mais beneficiários do Bolsa Família que empregados com
Carteira de Trabalho assinada, segundo dados de julho de 2025.
A pior situação
foi registrada no Maranhão, onde havia 521,6 mil pessoas a mais recebendo dinheiro
do programa social que em empregos formais. O Pará (294,7 mil), o Piauí (193,5
mil) e a Bahia (185,4 mil) vêm na sequência desse ranking de dependência.
O Amapá ocupava
o 8° no ranking, com 21.901 famílias a mais, sobrevivendo de Bolsa Família, do
que CLT.
São Paulo fica
no fim da lista. O estado tem 12,3 milhões de trabalhadores formais a mais que
famílias no Bolsa Família.
Dos 10 estados
com as maiores dependências do programa social, 6 são do Nordeste e 4 do Norte.
Detalhe: esses dados não incluem o setor público.
Em contraste a
isso, Santa Catarina registra a menor taxa de dependência proporcional: tem 12
empregos formais para cada beneficiário do Bolsa Família. O Distrito Federal
tem a 2ª menor taxa de dependência, com 6 empregos formais para cada pessoa no
programa social do governo.
DEPENDÊNCIA E DESIGUALDADE SOCIAL
O portal de
notícias Terra.com.br também deu ampla divulgação ao assunto. Segundo ele, o
dado que chama a atenção e preocupa especialistas em políticas públicas é: dez
estados brasileiros registram mais pessoas recebendo Bolsa Família do que com
empregos formais ativos. O cruzamento das informações do CAGED e do Ministério
do Desenvolvimento Social, referente a julho de 2025, revela que todos os 10 estados
estão nas regiões Norte e Nordeste.
A situação
reflete uma realidade socioeconômica ainda marcada por desigualdade, desemprego
estrutural e dependência de programas de transferência de renda.
Além dos
números absolutos, o levantamento mostra que, mesmo em proporções, o cenário
segue desigual.
Para o
Terra.com.br, os estados com mais Bolsa Família que empregos formais enfrentam
há décadas obstáculos estruturais para atrair investimentos, gerar emprego e
reter mão de obra qualificada. Especialistas apontam que o problema não está no
Bolsa Família em si — essencial para milhões de famílias — mas, sim, na
ausência de políticas eficazes para geração de renda sustentável.
Enquanto isso,
estados do Sul e Sudeste, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de
Janeiro, seguem com altos índices de formalização e menor dependência
proporcional do benefício.
A discussão sobre os estados com mais Bolsa Família que empregos formais evidencia o urgente desafio de desenvolvimento regional equilibrado, para que políticas sociais sejam acompanhadas de oportunidades reais de ascensão econômica e inclusão produtiva.
Fonte: Da Redação, com informações de www.poder360.com.br e www.terra.com.br. Imagens: Divulgação/Internet.
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